Sim, o título do blog mudou!! Por mais que eu adorasse ser a Deusa da Ilusão, DDI não formava iniciais tão bacanas quanto Kesi Conta Tudo... Agora é o KCT!
Aliás, sim, eu fiz as alterações no desenho no paint. Sim, eu sei que a qualidade ficou duvidosa. Sim, eu tenho úvula bífida! \o/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

SUMI MESMO, EU ADMITO...

Então que foi foda o primeiro mês de aula desse semestre. Provas totalmente terroristas e eu querendo morrer numa matéria que eu odeio, mas aceito que é extremamente necessária, no hospital... O bom é que de tão foda que foi, passou voando! E daqui a pouco já é natal...
Poucas novidades me aconteceram. Uma bastante legal é que eu entrei pro time de "puladores de corda" da Unicamp, e a gente vai participar de um campeonato nacional em novembro, e vai ser super divertido!! É demais pular corda, e em pouquíssimo tempo eu já aprendi umas manobras super bacanas. Tá, me sinto uma criança, mas e daí? Vcs vão morrer de inveja quando me virem ganhando o "se vira nos 30" hauhauahauha
Uma novidade meio ruim é que a gente perdeu no basquete feminino da intermed... e eu nem joguei, só fiquei no banco. Mas tava tão nervosa que tava torcendo pra num jogar. Tava lá no banco, me contorcendo e tentando lembrar as jogadas, e me dei conta que já tinha esquecido todas huhauahua mas foi divertido ir. Ano que vem a gente ganha.

Um comentário maldoso: não é a primeira vez que acontece isso, vira e mexe eu tenho uma amiga, que não é nenhum exemplo de beleza, mas que insiste que todos os homens estão dando em cima, e afim dela. Se algum professor passa e fala "bom dia", pronto, já é prova de assédio! Meu, isso é no mínimo vergonhoso! hauahauha sempre que eu ouço uma dessas me passa um milhão de pensamentos, que eu não expresso obviamente, à mente. Pronto, desabafei.


Ahhh já ia me esquecendo! Vale a pena contar sobre o jogo dos sinônimos. Todos indo assistir ao jogo de vôlei feminino, de ônibus. Resolveram então fazer o jogo dos sinônimos. O mediador dizia a palavra e nós gritávamos sinônimos. Primeira palavra: pênis. Aí rolaram todos os sinônimos que vocês podem imaginar: pau, pica, joão sem braço, cobra caolha, e por aí vai... até que o Thiago diz: "dedo sem unha", todo mundo ri e ele ganha a rodada.
Segunda rodada, e o sinônimo deveria ser para: sexo anal. De novo rolou tudo que vocês podem imaginar: dar pra trás, perder as pregas, queimar a rosca, morder a fronha... até que o Thiago diz: "cagar pra dentro", todo mundo ri e ele ganha a segunda rodada.
Terceira rodada e devemos dar o sinônimo para: sexo oral. Aí vieram: chupeta, chupingolé, boquete... e alguém no fundo do bonga grita: "Vai, Thiago!". Mediador olha: "Vai, Thiago? essa é realmente nova! Temos um novo vencedor!" hauhauahuahauhau

domingo, 1 de agosto de 2010

EMAGRECENDO EM m/s

A gente começa as férias prometendo que vai emagrecer... aí as férias vão passando e você acaba percebendo que deve ser mais difícil fazer dieta estando ociosa do que na correria do dia-a-dia. Aí acabam as férias e a gente promete que quando a rotina recomeçar a gente vai encaixar a dieta e emagrecer. Só que aí as férias acabam, a rotina começa e vc percebe que pra comer rápido, e preguiçosamente, a gente sempre opta por versões mais calóricas do que quer que seja. Volta a achar que vai conseguir emagrecer nas próximas férias, quando terá tempo livre de sobra pra se dedicar a cardápios elaborados e saudáveis.
É um ciclo vicioso. E você sempre acaba um semestre pelo menos uns 5 kg mais gorda do que quando este começou. E acaba as férias pelo menos uns 2 kg mais gorda do que quando esta começou.
Aí a gente tenta fazer uma conta rápida de cabeça e percebe que se continuar nesse ritmo em pouco tempo estará pesando 200kg e terá toda a sua carreira arruinada. Afinal, quem se consultará com uma cirurgiã plástica de 200kg?
Então é hora de recorrer à dieta. E eu tenho a impressão de que não é a primeira vez que eu prometo isto aqui no blog. Existe um monte de coisa na moda pra emagrecer. Desde alguns fármacos aos quais eu não vou recorrer até chás, que nem morta eu tomo. No meio estão alguns fitoterápicos. Estes, quem sabe. Mas a dieta que já faz um bom tempo que não sai da moda é a tal da dieta dos pontos.
Mas sério, não consigo entender o doido que inventou esta dieta. Tá, eu sei que ela funciona e um monte de gente já emagreceu pra valer com ela e conseguiu manter o peso. Mas cá entre nós, esta dieta consiste em você ver quantas calorias tem um alimento e divir o número de calorias por 3,6 pra ver quantos pontos tem. Isso é um absurdo!! De onde o inventor "gênio" tirou esse 3,6?? Por acaso ele achou que essa seria uma conta fácil e agradável de se fazer? Qual é! Deve ser um físico frustado que acha que emagrecer em metros por segundo deve ser melhor do que em quilômetros por hora!! Ou então ele acha que se as pessoas não usarem calculadora irão gastar uma caloria danada só de ficar quebrando a cabeça pra fazer as contas dos seus pontos diários!
Eu fiz uma dieta dos pontos uma vez, mas nela as calorias não eram divididas por 3,6 e sim por 10. Essa é uma conta óbvia! Você faz de cabeça, trabalha com números pequenos e inteiros. Ou seja, tem tudo favorável. Alguém poderia me explicar porque que essa do 3,6 pegou e a do 10 não?
Povo burro...
Enfim, está aberta a temporada da dieta dos pontos. Mas eu me recuso a emagrecer em metros por segundo...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

SE A VIDA TE DER UM LIMÃO...

a frase do título todo mundo sabe completar... e olha que a maioria das pessoas conhece opções até melhores do que limonada... sem pensamentos sórdidos aqui, me refiro a um musse, torta ou coisas do gênero. Sei lá o que cada um resolve fazer com limões na privacidade do seu dia...
Agora o terrível é se a vida resolve te dar giló. Ou jiló? Não sei, vou escrever jiló que eu achei que ficou mais bonito. Aí fedeu, eu num conheço nada de bom que possa ser feito com jiló. Quando eu era criança a gente se divertia a beça fazendo guerra de limão. Ninguém nunca cogitou fazer guerra de jiló. Sei lá, vai ver nem pra isso ele serve.
Pros curiosos, num tem nenhum jiló em minha vida não... a vida segue com limões, mas todos deliciosamente adocicados com leite condensado. Eu só espero que continue assim. E que no próximo semestre não apareça nenhum jiló por aí. Que com certeza deve ser muito pior do que pepino. Com pepino pelo menos dá pra se fazer picles.
E o papo tá tão legumístico que eu lembrei de uma amiga que foi comer pizza com um cara que ela tava começando a sair e pediu pizza de abobrinha... dá pra acrediar?? Acho que essa é pra testar mesmo o quanto o cara tá afim dela e até onde cede! Mas até que o cara literalmente engoliu essa e por enquanto tá dando tudo certo. Queria ver é se fosse pizza de jiló!
E já que eu rodo, rodo e volto no jiló, quem parece que tá sempre comendo jiló é a minha cunhada nova... Puta namoradinha chata que meu irmão foi arrumar. Essa aí honra mesmo a primeira sílaba de cunhada... Ela tem a capacidade de entrar na minha casa, passar perto de todo mundo e não falar oi para ninguém. Sério.
No dia do aniversário da minha mãe, ela foi com meu irmão comprar o bolo, chegaram, minha mãe partiu o bolo, meu irmão deu parabéns pra minha mãe, e a menina só pegou o pedaço de bolo, virou e foi comer no sofá! Não falou um mísero parabéns, nem à distância! Timidez não justifica falta de educação! Não vem que não tem. Tímida sou eu! Aquela lá comeu jiló. E deve ter comido pelo buraco contrário, de tão amarga que é!
Mas enfim quem se vira com ela é ele... deve ter seus atributos ocultos...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ANTI-COLÍRIO PARA OS MEUS OLHOS...

Hoje fui no oftalmo. E a expressão "colírio para os meus olhos" ganhou uma conotação completamente diferente. Talvez nunca mais eu a use. Tá certo que num era uma expressão que eu usava tanto assim, mas agora definitivamente ela entrou na minha lista das não usáveis.
Colírio é uma merda! Arde! Estupra nossa pupila até ela ficar abertona. Eu tenho até uma teoria a propôr: acho que o colírio foi inventado durante uma tentativa de criar uma droga que transfomasse as pessoas em vampiros. Usar esse colírio era o primeiro estágio. Prova disso é que ficamos extremamente sensíveis ao sol.
Para completar a minha ida ao oftalmo, vale dizer que eu sai de lá faltando 10 minutos para o meio dia, ou seja, o sol estava escaldante. Eu não tenho óculos escuros. E eu voltei sozinha, dirigindo, de olhos semi-fechados, como uma perfeita retardada.
Eu sei que existem vários tipos de colírios, e não apenas o estuprador de pupilas, mas é que eu acho que não tenho nenhuma lembrança agradável quanto a eles. Não é que eu seja uma daquelas pessoas que tem aflição com o olho. Não, isso não, eu posso tá na sua frente, olhando pra você e se você enfiar uma agulha no seu próprio olho eu não vou ficar com ânsia ou aflição. Eu só não quero é pessoas enfiando coisas em meu olho!
Aliás, ir ao oftalmo já é uma história tensa pra mim. Algumas pessoas ficam arredias com idas ao dentista, eu fico com idas ao oftalmologista. E isso nem diz respeito ao fato deles quererem colirar meu olho, mas sim a eles ficarem me perguntando qual lente é pior. Nossa, eu sempre fico extremamente nervosa nessa hora: "Melhor essa ou a primeira?". Eu nunca sei qual é a melhor! As malditas costumam ser idênticas! E eu sempre acho que na verdade é uma pegadinha, que o oftalmo me acha uma hipocondríaca e fica brincando com a minha cara. Pelo menos hoje num tive que escolher minha lente preferida. Eu só fiquei olhando um balãozinho ao longe e a máquina disse qual deveria ser meu grau. Essas coisas de oftalmo são mesmo difíceis de se entender, hem?
A "boa" notícia é que meu grau aumentou um pouquinho. Explico porque "boa": é que antes eu usava apenas 0,5 grau e aí dava uma vergonha danada quando alguém me perguntava quantos graus eu usava. Dava impressão que era a maior frescura do mundo. Agora é 0,75... minhas lentes ganharam um pouco mais de credibilidade.

domingo, 18 de julho de 2010

PÓS-JOVEM

Então que alguns de vocês da minha idade provavelmente se lembram daquele programinha CRUJ - Comitê Revolucionário Ultra Jovem. Era o máximo. Uns pirralhos de uns 10-12 anos alegando que não queriam mais ser chamados de crianças. Não eram crianças, eram ultra-jovens e mereciam respeito.
Pois é, taí. Quero que a onda volte. Não sou adulta, sou pós-jovem e mereço respeito.
Pensei em outras alternativas: minimamente jovem, pouco jovem, jovem-pé-na-cova, mas nada parecia muito sonoro.
É difíci lidar com as coisas. A gente já vota, dirige, faz faculdade e trabalha. Tem idade pra ter filho. Mas tem irresponsabilidade tal que ainda depende totalmente dos pais. Por mais que odeie adimitir. E não só aquela necessidade financeira, mesmo que seja a moral.
E eu ainda choro quando tenho insônia. Aliás, ainda choro por tudo. Lembro uma vez que a gente tava viajando e eu comecei a chorar porque estava com fome. Meu pai falou que não ia parar no restaurante porque tinha vergonha de entrar lá comigo chorando, e que enquanto eu não parasse de chorar ele não parava pra gente comer. Não parou mesmo. Chegamos em nosso destino, todos famintos. Pena que ele fez isso tarde demais. Eu já era macaca velha e já tinha aprendido a chorar por qualquer coisa, e num consegui perder o costume. Tem horas que eu tenho vontade que ele tivesse me dito algumas vezes: "Cala a boca senão eu te dou motivo pra chorar de verdade". Eu poderia ser uma pessoa diferente hoje. E talvez nem estaria aqui escrevendo esse texto sobre a necessidade que eu tenho de não ser adulta por agora.
Uma escritora que eu não me lembro qual disse: "Se você não quer que as pessoas saibam a idade que você tem, não reclame de dor nas costas" ou algo parecido com isso. Então talvez a solução seja eu colocar uma calça colada colorida, arrumar o cabelo de um jeito estranho, e sair cantando que nem uma retardada: "E eu vou te esperaaaaaaaaaarrrrrr aonde quer que eu váaaaaaaa"

Ps: encontrei uma mecha de cabelo branco. Dá pra acreditar?? Ainda bem que eu tenho mais cabelo que qualquer leão de respeito, e, é lógico, arranquei pela raiz. Qual é Deus, eu sou só uma pós-jovem e mereço respeito!! E aliás, o meu coração sustenta a juventude que nunca morrerá!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

VIVA O ÓCIO

Então estou de férias.
E quando estava em aula não escrevia porque a vida tava corrida demais pra me deixar escrever. E agora, de férias, não escrevo porque me falta assunto.
Andei pensando muito nisso. Em como eu tenho uma vontade enorme de sentar na frente do computador e colocar meus dedos pra dedilhar essas letrinhas. Mas de repente parece que não tem o que ser escrito. No começo era mtão fácil achar assunto.
Uma vaca comendo grama do lado de fora da cerca já era motivo pra reflexões. Hoje tá difícil.
Aí dá uma vontade imensa de ser engraçada, mas parece meio impossível se num for pra usar piadas prontas. Quero dizer, não piadas prontas dessas interessantes curiosidades que acontecem na vida. Mas piadas prontas do tipo o que o Joãzinho disse pra professorinha?
Talvez eu devesse anotar as coisas na hora que acontecem. Provavelmente eu devo estar me esquecendo delas ao longo do dia.
Acho que eu fico muito estranha nas férias. Deve ser muito tricô assistindo televisão.
Eu prometi pra mim mesma que ia dar um jeito na minha iniciação nessas férias, mas sabe que tá difícil!
Entrei na irnércia do freio de mão puxado. Tava com preguiça até de pegar no telefone pra marcar oftalmo pra mim.
Ai como é delicioso empurrar a vida com a barriga.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LOCADOURA E MOLETOM VELHO

Então sábado passado foi um dia extremamente preguiçoso para mim. Precisava estudar. Precisava, mas não o fiz. E lógico, "precisava" ir pra casa do namorado, já que era dia dos namorados, e isso eu fiz. Por desencargo de consciência até levei um livro pra ler caso desse algum animozinho... E, obviamente, fui o mais confortável possível. Poderia dizer que fui de pijama, já que fui com a mesma roupa que dormi, mas chamar aqueles trajes de pijama talvez até fosse um elogio porque não era nenhuma camisola com o desenho do piupiu, mas era uma calça de moletom velha, e um blusão, que tinha sido do meu irmão há uns 10 anos (e que estava guardado há pelo menos uns 2)... A idéia era que caso a gente resovesse sair pra algum lugar, eu voltaria e me arrumaria.
Chegando lá o felizardo disse que eu estava vestida de mendiga! Mas se empolgou, resolveu me imitar, e se vestiu tão de gala quanto eu.
Por fim, a noite estava realmente tão preguiçosa que resolvemos que o melhor mesmo seria ir ao drive-thru do mc, pedir um mc itália, e ir à locadoura buscar um filme. Planos feitos. Fomos à locadoura, e a minha surpresa foi que encontramos lá pessoas extremamente bem vestidas. Tipo bota de salto aguha e sobretudo luxuosíssimo. Sem contar maquiagem em tudo que ficava à mostra. E mais: todo mundo me olhando de cara feia. Tá, eu sei que eu não tava arrumada, mas convenhamos, o local não exigia!! Era sábado, 21h, vocês hão de convir comigo que quem vai à locadoura nessa hora é porque já não tem mais plano B nenhum e o que vai fazer é passar a noite enrolado num cobertor, comendo pipoca e assistindo filme!! Então se arrumar pra que? Tá querendo enganar a quem, tentando fingir que tem um programão pra fazer depois? Ou comprou aquela roupa super chique e tem medo de não ter oportunidade melhor para usá-la? Ah vá!!! Traje de ir à locadoura é moletom, e tenho dito!!

*Ps: não há programa melhor pra se fazer num dia dos namorados do que assistir a um filme se empanturrando de doritos!!

terça-feira, 1 de junho de 2010

ENTÃO A GENTE ENRIJECE

Houve um belo dia, que eu não me lembro qual, em que eu resolvi ser médica. E desde então sempre me perguntaram, e até mesmo eu me perguntei bastante, como eu conseguiria dar notícias ruins pras pessoas. Porque eu sou do tipo que desaba. Se eu vejo alguém chorando na minha frente, eu choro. Qualquer que seja o motivo eu choro.
Mas eu sempre acreditei que houvesse um momento em que a gente aprenderia a lidar com isso. Que haveria uma super técnica pra deixar o próprio coração de lado e tentar não pensar no ser humano na sua frente como tal, e sim como algo que precisa ser consertado. Sei lá.
Então chega o momento e você lida com ele mesmo sem que ninguém tenha lhe ensinado. E talvez você lide com ele antes do previsto, e por isso nem deu tempo pra alguém te ensinar.
E você olha o exame e lê aquilo que você negou por algum tempo. E o olho enche de lágrima.
Anda pelo imenso corredor do hospital tentando pensar em como vai falar aquilo. Uma lágrima escorre. E dói, dói que você sente que é uma dor real e não imaginária. Dói que não é suficiente cravar as unhas nas próprias palmas só pra mudar o foco do que se sente e conseguir se controlar.
Então encosta na parede fria, joga a cabeça pra trás e tenta respirar fundo.Quem sabe com a cabeça pra tras você consiga controlar para que as lágrimas não desçam. E por algum motivo elas secam.
Você prossegue e os encontra te esperando. Não fala logo sobre isso, mas é a segunda pergunta que te fazem: "Viu o meu exame?"
Faz que sim, respira fundo, e solta o resultado em 3 palavras. Não força um sorriso. Não tenta um abraço amigo. Qualquer demonstração pode ser o suficiente pra o seu alicerce bambo despencar. E não olha muito, porque se o outro começa a chorar você pode não se aguentar. Então tenta disfarçar a tristeza, mas o melhor jeito de fazê-lo é virar as costas. Difícil disfarçar tristeza com sorriso. Na melhor das hipóteses o que você consegue é simular um mau humor.

E é assim que você se faz passar por alguém sem coração. Por mais que provavelmente eu seja a mais assustada dessa história. Porque sempre não foi nada, e de repente é alguma coisa, e isso é assustador.
Não chora na frente deles mas na hora que vira as costas quase não se controla. E percorre todo o caminho pensando no "e agora?". Não quer chorar na sala de aula, mas a força pra isso é menor do que se esperava que fosse. E chora um choro engasgado que faz muitas pessoas olharem pra trás. Com certeza eu sou a mais assustada dessa história.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

NUNCA COMI UMA BARATA...

O que é uma pena, porque se eu já o tivesse feito com certeza teria uma história bem interessante pra contar agora.
Como podem supor, terminei de ler "Paixão Segundo GH". Para os perdidos, comecei a ler esse livro porque fiz um teste, destes bestas que a gente faz na internet, mas que não era tão besta assim, que dava como resultado que livro você seria caso você fosse um livro. E o meu resultado foi o tal. Amei a descrição que me foi feita, então resolvi comprar e ler. Para os (perdidos)², Paixão Segundo GH conta a história de GH, que resumidamente: demite a empregada, vai fazer uma faxina, encontra uma barata. Mata a barata. Resolve comer a barata.
É isso. Uma história que poderia ser contada em um parágrafo, mas que tem toda a graça e a preciosidade dada por Clarice Linspector, e que por isso dá um livro. E é um ótimo livro se querem saber.
Só tenho dois comentários a fazer.
Primeiro, este é o primeiro livro que eu já vi em que o final não é o que importa. Todo mundo sabe que ela vai comer a barata. E isso não tira a graça nenhuma da coisa. Aliás, deixa a gente na expectativa, até as páginas finais, sobre quando o grande banquete começará. Ah, e vale lembrar que na própria contracapa, sabe onde escrevem uma resenha do livro pra interessar o leitor?, está escrito que ela vai comer a barata. Fantástico. É que o rico (ia dizer barato, mas acho que a palavra tá muito usada rssss) do livro são as reflexões. Quero dizer, os pensamentos malucos da mulher que vão levando-a a fazer aquilo.
Segundo: tá, este livro pode mesmo dizer algumas coisas sobre mim. Nunca tinha pensado em comer uma barata, mas já pensei em lamber privada (nunca o fiz!!!) em alguns momentos estranhos ou em pular da moto andando (não um pensamento suicida, acalmem-se, é só pra saber o que aconteceria). O que eu quero dizer é que alguns pensamentos esquisitos passam pela minha cabeça. Então se eu chegasse num amigo, próximo e não só uma dessas pessoas pra quem eu falo "oi" no meu dia-a-dia, e contasse que eu comi uma barata, acredito que ele nem se surpreenderia com a revelação. Maaaaaaaas se surpreenderia muito se eu não descrevesse minuciosamente a textura da barata!! E taí a grande falha do livro. O gosto da barata não é descrito. Nem é dito se a casquinha da barata entra e fica fincada na gengiva que nem casquinha de milho de pipoca. Aliás, essa história da barata no livro é até meio decepcionante. A muher não come a barata mesmo. Ela não pega a barata, põe na boca e mastiga. Ela só passa o dedo na gosma branca da barata e lambe o dedo. Tem graça? Podia pelo menos ter lambido diretamente da barata né...

Então, se esse fosse um blog destes com milhões de seguidores e comentários eu até proporia uma enquete dando um brinde pro mais criativo: Pra você, como é a textura/gosto de uma barata? Não vale falar que é igual de camarão hem...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Não sei o que é que dá nos homens que eles simplesmente decidem que devem verificar a água do carro na hora que vc está saindo de casa, e mais, no dia que vc está atrasada. É incrível!
Bom, não sei se dá pra generalizar isso, mas posso dizer que em casa é assim. Hoje, eu saindo 20 minutos atrasada, meu pai acha que é uma boa idéia olhar a água do carro do felizardo. Num mandei ele a merda pelo respeito que eu tenho, mas fiquei putíssima e falei: Não, tô saindo.
Mesmo pq, se o felizardo me emprestou o carro faltando água, ele é um cabeçudíssimo máximo. Seria quase como eu emprestar uma panela de pressão pra ele sem a borracha.
Todos os dias em que eu estive atrasada pra facul meu irmão resolveu abastecer o carro, calibrar os pneus e conferir água e óleo.
Quando a gente viaja, raramente conseguimos sair de casa antes das 11h, isso acordando bem cedo. Pq no dia da viagem é que meu pai decide que tem que passar no mecânico pra ele dar uma olhada se tá tudo ok.
Isso sem falar nas vezes que meu pai verificou a água antes de sairmos de viagem, e simplesmente esqueceu de fechar o reservatório...

Enfim...
Tô com saudades do meu felizardo... tá viajando =(